quarta-feira

Mão Sem Dedos

Mão Sem Dedos é um quarteto de Setúbal ocupado a desmembrar o esqueleto rock com ideias de novos sons, acumulados e espalhados ao longo de várias dimensões conceptualizadas. Quando aceleram, lembram por vezes uma versão actualizada/avariada dos Devo (admitidamente sem tanta focagem na vertente espampanante) ou a algo entre o novo-primitivismo dos Gang Gang Dance e a electrónica mutante dos Black Dice. Quando mais demorados, remetem para o imaginário cinematográfico da ficção cientifica mais existencialista (a boa: Solaris, Alphaville, Blade Runner, THX 1138...). Esta será a primeira actuação pública do grupo – sentimos que vem aí um concerto eu-estive-lá.
in www.zedosbois.org

Oriundo da até agora insuspeita cidade de Setúbal, este grupo, é preciso dizê-lo, é um dos maiores ovnis nacionais dos últimos tempos. Pelo que foi dado a ver na sua primeira aparição pública, tocam quase às escuras com máscaras fosforecentes á la Scream (o filme). A música, essa, é de uma paciência pouco presa, uma ruína-de-rock distante, especulativa, talvez apenas assente na natural convicção intuitiva do grupo. Mão Sem Dedos vêm portanto ao Barreiro dar o seu segundo concerto, apresentar o primeiro EP e, quem sabem, mostrar que o freeform tem as costas largas.
in www.outfest.pt.vu

Entre uma filiação no rock experimental de bandas como Gang Gang Dance, Wolf Eyes e Black Dice e a sonoridade "alien" de algum cinema de ficção científica, os setubalenses Mãos Sem Dedos foram uma das maiores surpresas de 2009 e prometem continuar essa investida no ano que agora começa. Com uma música muito fluida, misteriosa e exótica, os espectáculos do grupo caracterizam-se pela sua acentuada teatralidade (p. ex., os músicos tocam quase na escuridão com máscaras fosforescentes), mas também por prezarem acima de tudo a espontaneidade e a intuição criativa. A estética abraçada é a do retro-futurismo, numa antevisão do "day after" que tem tanto de noise como de lounge, mas sobretudo um vector improvisacional de "jam", tal como se entendia nas décadas de 1960 e 70 e voltou a entender-se em anos recentes. "Rock escangalhado", chamam os MSD ao que fazem...
in www.rescaldo-festival.blogspot.com

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